1996 Honda Civic HX CVT: uma primeira olhada na direção sem engrenagem

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No início de 1996, a Car and Driver testou o Honda Civic HX com um novo recurso revolucionário: uma transmissão continuamente variável (CVT). Esta não foi apenas mais uma revisão de carro; marcou um ponto de viragem na tecnologia automotiva. O Civic de longa duração da Honda, já um pilar há mais de duas décadas, estava a ultrapassar limites com este sistema sem engrenagens.

Um novo design, por dentro e por fora

O Civic de sexta geração manteve seu perfil elegante de cupê, mas apresentava uma estética atualizada. Faróis redesenhados, lanternas traseiras alongadas e mudanças dimensionais sutis (um pouco mais longo, mais largo e mais alto) fizeram com que ele se destacasse. Mais importante ainda, o espaço interior aumentou visivelmente, acrescentando 4,5 pés cúbicos de volume de passageiros para maior conforto. O painel foi construído em polipropileno reciclável, reduzindo o brilho e aumentando a praticidade.

O Motor: Eficiência Lean-Burn

Sob o capô estava um refinado motor VTEC-E de quatro cilindros de 1,6 litros, agora produzindo 115 cavalos de potência – um aumento de 23 cv em relação aos modelos anteriores. Este motor usava comando de válvula variável inteligente para otimizar a combustão em condições de baixa carga. Ao fechar seletivamente uma válvula de admissão, ele criou uma mistura ar-combustível mais rica para uma ignição confiável e, em seguida, mudou para operação com válvula total em velocidades mais altas para melhorar a potência.

O CVT: uma mudança radical na tecnologia de transmissão

A verdadeira história foi o CVT. Ao contrário das transmissões automáticas tradicionais com engrenagens fixas, este sistema utilizava uma única correia em V metálica entre duas polias de diâmetro variável. O computador ajustou dinamicamente os tamanhos das polias para fornecer uma gama contínua de relações, de 2,45:1 na decolagem a 0,45:1 em altas velocidades. O motorista poderia selecionar os modos Drive (D), Sport (S) ou Low (L), cada um alterando o comportamento do CVT para economia, desempenho ou frenagem do motor.

Teste de desempenho e acompanhamento

O CVT provou ser surpreendentemente capaz. Os testes instrumentados mostraram um tempo de 0 a 60 mph de 9,4 segundos no modo Sport – mais rápido do que um Civic comparável com uma arma de fogo automática convencional de quatro velocidades. O quarto de milha foi percorrido em 17,3 segundos a 81 mph, quase um segundo mais rápido que a automática tradicional. Embora a economia de combustível tenha sofrido ligeiramente durante acelerações fortes, a eficiência do CVT era evidente na condução diária.

Impressões de rua: suaves e refinadas

Os revisores elogiaram a operação silenciosa do CVT em marcha lenta e sua aceleração suave. Ao contrário das automáticas convencionais, a rotação do motor permaneceu estável durante o cruzeiro e a transmissão respondeu instantaneamente aos comandos do acelerador. Um testador descreveu a experiência como atraente para seus “instintos de novas tecnologias”. A Honda fixou o preço do HX com CVT em menos de US$ 14.700, tornando-o uma opção atraente para compradores experientes em tecnologia.

Preocupações com confiabilidade, mas ganhos potenciais

Apesar das reservas quanto à fiabilidade a longo prazo (uma preocupação comum com novas tecnologias), o CVT impressionou os primeiros a adoptá-lo. O Honda Civic HX CVT foi um passo em frente ousado, demonstrando que a condução sem velocidades não era apenas possível – podia ser agradável e eficiente. O teste mostrou que a transmissão proporcionou melhorias mensuráveis ​​de desempenho em relação às opções convencionais, ao mesmo tempo que proporcionou uma experiência de condução refinada.