A Inglaterra está prestes a ficar mais lenta.
Ou talvez apenas mais seguro. O Comitê de Transportes se reunirá na próxima quarta-feira para debater a redução do limite de velocidade padrão para 32 km/h. É uma tentativa de reduzir o número de vítimas nas estradas. E honestamente, é inevitável. A questão não é se a velocidade cair, mas até onde estamos dispostos a descer na toca do coelho.
O País de Gales já deu o salto em 2023, reduzindo os limites em estradas restritas de 30 mph para 20.
Isso cobre cerca de um terço da sua rede rodoviária. As pessoas aplaudiram? Não particularmente. Quase metade dos motoristas do país queriam isso, e os modelos governamentais prometiam 100 vidas salvas ao longo de uma década, mas a reação foi forte. Foi a maior petição da história do parlamento galês, com quase 500 mil assinaturas de pura frustração. O Partido Conservador odiou. Chamaram-lhe uma moda trabalhista que custou 32 milhões de libras para ser instalada e de alguma forma eliminou 9 mil milhões de libras da economia galesa. Eles até prometeram desfazê-lo se ganhassem as eleições gerais.
Mas aqui está a reviravolta.
Os dados não mentem.
Os acidentes graves ou fatais no País de Gales diminuíram 19% no ano passado. Nas estradas 30/20 específicas? As vítimas caíram mais de um quarto. E para os motoristas que reclamam do tempo perdido? Um estudo recente diz que a penalidade era de apenas dois minutos extras em uma viagem média. Dois minutos.
Isso é realmente tão doloroso?
Os londrinos podem não estar preocupados com isso. Mais de metade das estradas da capital já são zonas de 32 km/h. O Conselho Europeu de Segurança dos Transportes analisou o que aconteceu entre 1989 e agora e viu uma queda acentuada no número de mortes. As colisões caíram 35%. Lesões caíram 36%. Crianças mortas nas ruas de Londres? Redução de 75%.
Os membros do comitê irão questionar um painel de especialistas, incluindo pessoal da Transport for London e da força-tarefa galesa. Eles precisam saber se a Inglaterra deveria espelhar completamente o País de Gales. Ou se existe um meio-termo que não dá vontade de dirigir em uma zona escolar para onde quer que você olhe.
Os ministros têm uma meta: reduzir as mortes e os ferimentos graves em 65% até 2035. Esse é o número que os persegue. Eles precisam de velocidade para ajudar a enfrentá-lo. As testemunhas serão duramente pressionadas. Dirão que a Inglaterra deveria apenas seguir o exemplo? Ou avisar que a Inglaterra rural não é o País de Gales urbano?
O debate começa na próxima quarta-feira.
Veremos o que os especialistas dizem. Ouviremos sobre os números. As vidas salvas. O tempo perdido. O dinheiro gasto.
E em algum lugar no meio, o velocímetro continua funcionando.
