Stellantis mantém os fantasmas vivos: Lancia e DS reimaginados

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As conversas sobre o rompimento terminaram. Pelo menos, não aqueles que você pensava que viriam.

Stellantis anunciou a estratégia FaSTLAne 21030, e aqui está a conclusão: Lancia e DS Automobiles não estão mortas. Eles nem estão mesclados. Eles estão sendo rebatizados como linhas especializadas, gerenciadas por irmãos maiores. A Fiat assume as rédeas da Lancia. Citroën zela pelo DS.

O Jogo do Sobrevivente

Carlos Tavares prometeu manter todas as quatorze marcas vivas quando uniu PSA e FCA. As pessoas riram. Sussurros de sangue na água circularam. Circulavam rumores de que a Maserati – a joia da coroa – seria vendida a um estranho apenas para limpar o balanço patrimonial. Isso nunca aconteceu.

Avancemos para Antonio Filosa assumindo a presidência do CEO em maio de 2026. Um ano depois. As mesmas quatorze marcas. Tudo seguro. Até mesmo os que lutam.

“Todas as marcas da Stellantis desempenharão um papel claro no cumprimento dos nossos novos compromissos FaSTLA”, afirma Filosa.

Parece corporativo, seco e ligeiramente vazio. Mas é a diretriz agora.

A lógica encontra o legado

Aqui está a realidade no terreno. Stellantis planeja 110 novos modelos até o final da década. Lancia e DS conseguem lugar nessa mesa? Claro. Mas não espere maravilhas da engenharia sob medida. Isso não faz sentido economicamente para players de nicho.

Em vez disso, procure versões mais sofisticadas. Um Fiat com costura melhor, ângulos mais nítidos, emblema Lancia. Um Citroën com suspensão mais firme e placa de identificação DS. Eles permanecem entidades legais separadas, teoricamente, mas na prática serão equipamentos de alta qualidade com seus próprios departamentos de marketing. Os volumes permanecerão baixos. A intenção é claramente sobreviver, não conquistar.

Os números não mentem (e são tristes)

Consulte os dados de registro da ACEA para 2024-25. É uma leitura sombria.

A Lancia – agrupada de maneira estranha com a Chrysler nos relatórios – despencou 64% no ano passado, para apenas 11.756 unidades. Este trimestre mostrou um vislumbre de vida, um aumento de 15%, mas 4.076 carros não são uma base. É uma nota de rodapé.

DS se saiu um pouco melhor. As vendas caíram 22,6% na reta final, totalizando 29.002 unidades. O declínio continuou no primeiro trimestre deste ano, caindo outros 17%, para 6.070 veículos.

Enquanto isso, a Fiat se posiciona confortavelmente como um gigante global ao lado da Jeep, Peugeot e Ram. A Citroën permanece regional, agrupada com Alfa Romeo e Dodge. Lancia e DS? Eles são os outliers. As peculiaridades.

Motor1 Pegue

Surpreendente? Um pouco. Estávamos nos preparando para fusões, para eliminações. Pela dura lógica da consolidação.

A Lancia merece existir nos seus próprios termos, mesmo que apenas pela história. Tem uma alma que a Fiat não consegue replicar sem matá-la. Mas DS? Parece errado. DS funcionou quando era um corte. Uma promessa de luxo francês dentro da Citroën. Separá-lo, vê-lo perder participação de mercado como uma identidade separada… isso ajuda? Ou apenas confundir o comprador?

Eles têm o orçamento agora. O roteiro está definido. Se a “especialidade” é suficiente para impedir a queda continua sendo a grande questão. Não há arcos elegantes aqui. Apenas duas marcas antigas tentando justificar a sua existência numa época que exige volumes que não têm.

O que acontece quando os 100 modelos chegam às ruas? Alguém comprará um carro que pareça uma reflexão tardia de outra reflexão tardia? Só o tempo dirá. 🏎️💨